Pai de vítima de acidente com ônibus escolar na Paraíba fala sobre a perda do filho: ‘Conviver com essa dor’

 

            Vítimas fatais do acidente


O pai de um dos estudantes mortos no acidente com um ônibus escolar em Pilões, na Paraíba, contou que soube do fato por uma vizinha , e até chegar ao hospital tinha esperança de encontrar o filho com vida.

 Morreram Gustavo Batista Belo da Silva, de 13 anos, e Fátima Antonella Guedes de Albuquerque, de 17 anos. Outras 31 pessoas ficaram feridas.

Gilson Belo da Silva, pai de Gustavo, disse que por volta das 6h, uma vizinha bateu à porta da família com a notícia do tombamento do ônibus.

 “Pulei da cama, tirei a moto daqui de dentro, saí voando. Não sei como cheguei lá, mas cheguei”, contou Gilson, que encontrou o veículo destruído na serra.

Do local do acidente, Gilson foi para o hospital de Guarabira, local que recebeu a maioria das vítimas.

“Cheguei lá na ambulância da prefeitura, na esperança de encontrar meu filho em vida. Quando cheguei, não me deixaram entrar. A agente social me chamou e o médico me disse: ‘Seu Gilson, infelizmente, seu menino chegou a óbito'”.

“Fiquei desesperado, sem saber o que fazer. A mãe dele também chegou lá desesperada. Estamos aqui, pedindo força, pedindo para que Deus conforte, que ele bote ele no bom lugar que ele merece”, disse o pai, emocionado.

Gilson ainda compartilhou a dor de perder o filho. “ Tenho que conviver com essa dor para o resto da minha vida. Eu só tinha ele de filho, com ela [mãe da vítima]”, afirmou.

O jovem era coroinha e também participava do grupo de jovens da igreja em Pilões.

Os corpos das duas vítimas foram liberados para que sejam velados pelos familiares. Os velórios devem começar ainda nesta terça-feira. Os enterros estão previstos para a manhã da quarta-feira (2).

Ônibus não passou por vistoria

O ônibus escolar envolvido no acidente que matou dois estudantes e deixou 31 feridos não passou por vistoria, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran). Segundo o órgão, o veículo não compareceu à fiscalização, que deveria ter ocorrido em novembro.

A Prefeitura de Pilões afirmou que o ônibus era alugado e, que quando o processo licitatório foi feito, havia a obrigação de que o proprietário do veículo mantivesse o veículo “em boas condições, com motorista habilitado”. A gestão não especificou qual empresa era responsável pelo transporte escolar.

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