Líderes mundiais criticam 'tarifaço' de Trump e prometem retaliação

 



Líderes mundiais criticaram publicamente as novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2). Prometendo reduzir a dívida nacional e reequilibrar o comércio global, o republicano determinou taxação mínima de 10% para a maioria dos países, incluindo o Brasil, enquanto outros sofrerão com tarifas de até 50% para venderem seus produtos ao país.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, foi um dos que criticaram o tarifaço de Trump, afirmando que o governo estuda medidas de retaliação O mesmo foi dito pelo gabinete de Taiwan, que chamou a taxação de "altamente irracional" e disse que "não reflete a situação econômica e comercial real entre Taiwan e os Estados Unidos". Uma reunião foi convocada para apresentar uma resposta.

O Ministério do Comércio da China, por sua vez, instou Washington a “revogar imediatamente as medidas tarifárias e resolver as disputas comerciais adequadamente por meio de diálogo com seus parceiros". Em nota, a pasta afirmou que “se opõe firmemente a esse movimento e tomará contramedidas resolutas para salvaguardar seus direitos e interesses”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais rígida, dizendo que “se você enfrenta um de nós, enfrenta todos nós”. A diplomata lamentou a decisão de Trump e informou que o bloco já está finalizando o primeiro pacote de contramedidas. Para ela, as consequências da guerra comercial serão terríveis para milhões de pessoas e aumentará a incerteza global.

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