OUÇA: Sumeense confessa homicídio de jovem em Patos e diz ter tido um surto

 

Em um depoimento carregado de emoção e confissão, um homem conhecido como “Ramalho”, natural da cidade de Sumé, no Cariri, revelou detalhes do homicídio que culminou na morte da jovem Arlanza Jéssica, em Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo o relato, o acusado afirmou ter uma relação de amizade e proximidade com a vítima por cerca de seis meses, tendo sido conhecido em João Pessoa e frequentemente visitado a residência dela em Patos.

Ramalho contou que, durante suas idas a Patos, sempre se hospedou na casa de Arlanza, a quem considerava uma grande amiga. Em seu depoimento, ele lembrou como a vítima chegou a dar medicamentos de sua farmácia em João Pessoa, ressaltando o vínculo de confiança e amizade que os unia.

 “Eu já a conhecia há uns seis meses. A gente se conheceu lá em João Pessoa… Eu fiquei na casa dela quando eu vinha em Patos.”

Durante seu relato, o acusado atribuiu o ocorrido a um “surto esquizofrênico”. Segundo ele, a crise psiquiátrica – da qual afirma ser portador e estar reformado do EBE desde 2005 – o fez agir de forma irrefletida, ao ponto de não se lembrar dos fatos após o episódio.

 “Eu tive um surto. Um surto esquizofrênico. Eu sou reformado por esquizofrenia. Eu não me lembro de nada do que aconteceu.”

Em meio à crise, Ramalho relatou ter entrado em contato com a polícia diversas vezes, confuso e delirante, acreditando que a residência da vítima estava sendo assaltada. Ele disse ter saído no carro de Arlanza, acreditando, em seu delírio, que estava cumprindo ordens, e ter percorrido 40 milhas até um posto de gasolina, onde tentei pedir ajuda.

Em tom de pesar, o homem expressou arrependimento pelo ocorrido e falou sobre a dor que sente pela perda, como se “não fosse ele” o responsável. O depoimento também traz a revelação de que o incidente ocorreu justamente no aniversário da jovem, ressaltando o presente que havia comprado para ela – uma sandália da Arisa – que permanece na casa da vítima.

 “Ainda estou falando de coração… o presente que eu comprei, a sandália da Arisa, está lá na casa dela.”

Ramalho enfatizou que, apesar de já ter enfrentado crises menos intensas, este episódio marcou a primeira vez que sua condição resultou em um desfecho tão trágico. Ele destacou a confusão de seus sentimentos e a dificuldade em compreender a própria ação, jurando para seus filhos que não se registravam os acontecimentos.

OUÇA:

COM PORTAL PARAÍBA DA GENTE

Créditos do áudio: Intagram Sumé no Face

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